WELLNESS
Blue Mind: A Ciência da Felicidade Líquida
Existe uma atração magnética e quase instintiva que nos puxa em direção à água. Não é coincidência que os destinos mais desejados para as férias sejam litorâneos ou que os refúgios urbanos mais valorizados sejam aqueles desenhados em torno de piscinas e espelhos d'água. Mas o que a ciência descobriu recentemente é que essa preferência não é apenas estética ou térmica, é puramente biológica.
Vivemos a maior parte do ano em um estado de "alerta vermelho", bombardeados por estímulos visuais, trânsito e telas. A água funciona como o contrapeso perfeito para essa rigidez. Ao entrarmos em contato com ela, nosso cérebro experimenta uma mudança imediata de frequência. O som das ondas ou de uma fonte atua como um ruído branco que mascara as distrações, enquanto a sensação de flutuar alivia a gravidade sobre os músculos, enviando um sinal instantâneo de segurança para o sistema nervoso.
Neste verão, a sugestão é encarar a água não apenas como lazer, mas como uma ferramenta de desconexão. Seja num mergulho no mar ou no silêncio de uma piscina no fim da tarde, a imersão oferece uma pausa que poucas outras atividades conseguem proporcionar. Debaixo d'água, o mundo externo se abafa, o ritmo cardíaco desacelera e somos obrigados a focar apenas na respiração.